BECRE | EB23 Castêlo da Maia | 25 de abril

BECRE | EB23 Castêlo da Maia | 25 de abril

A liberdade voltou a florir — não apenas dentro da BE, mas também fora, onde até a escadaria dos docentes pareceu respirar um novo abril. O espaço transformou se num jardim simbólico, onde cada vaso e cada cravo era um gesto de memória, uma pequena chama vermelha a reacender a história.
A semana inteira pareceu um longo poema plantado à mão. Os títulos “Cultiva a liberdade” e “Vamos libertar a poesia” tornaram se raízes que se espalharam pelos cartazes, pelos corredores, pelas mesas, pelas conversas. Professores e alunos, como jardineiros de palavras, deixaram que a poesia germinasse nos dedos, nos olhos, no coração.
Era impossível passar pela BE sem sentir que algo crescia ali — algo que não cabia em vasos.
Os cravos naturais, rubros como o primeiro sopro da madrugada de 74, misturaram se com poemas de intervenção, músicas que nunca envelhecem e um quadro pintado pelo filho de uma colaboradora — um gesto que parecia dizer que a liberdade só vive se continuar a ser herdada e reinventada.
Zeca Afonso, sempre presente, espalhava pelas colunas um vento de esperança. E com ele vinham outros, vozes que abriram portas quando ainda eram grades. A BE tornou se então um cais onde a música atracava suavemente, lembrando que a liberdade também se ouve.
Os livros e revistas, cúmplices desta celebração, deixaram as prateleiras e “assentaram arraiais” no escaparate e em pontos estratégicos. Pareciam sorrir, como quem diz:
“Também nós somos cravos — feitos de páginas, mas igualmente revolucionários.”
Cada capa era uma janela aberta, cada lombada um convite a descobrir outras liberdades.
Assim, a BE não comemorou apenas uma data — viveu um estado de espírito.
Foi casa, palco, jardim, manifesto.
Foi memória e futuro.
Foi cravo e poema.
Foi a prova de que a liberdade, quando celebrada com mãos, vozes e imaginação, não se limita a ser lembrada: renasce.
Um enorme agradecimento à equipa da Biblioteca e à D.Marília Gradíssimo!
VIVA A LIBERDADE!
VIVA O 25 de abril!”

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